A província de São Paulo ofereceu ao derrotado do último Oscar, James Cameron, uma triunfal recepção na casa de Nizan Guanaes, o publicitário de Fernando Henrique e Serra.
Cameron é contra a usina de Belo Monte.
E eu sou contra o Avatar.
Zero a zero.
Cameron é 1001º. americano sem emprego que vem para cá fazer marketing com a Amazônia.
Por que ele não vai defender a floresta destruída do Pacific Northwest ?
Por que ele não vai protestar com a abertura do Leste americano à exploração de petróleo ?
Por que ele não vai defender a construção de usinas de energia nos Estados Unidos, que, segundo o presidente Obama, estão à beira de um colapso de infra-estrutura ?
Segundo a colona (*) que o Otavinho publica na “Mônica Bergamo”, na seção “Ilustrada” da Folha (**), Cameron quer ser recebido pelo Lula.
Para quê ?
O que ele tem a dizer ao Lula ?
O que ele tem a declarar aos brasileiros em geral (aos que estão fora da província, é claro) ?
Quanto ao anfitrião Nizan Guanaes, ele não é exatamente uma autoridade em energia elétrica.
Ele, que ganhou muito dinheiro no Governo do Farol de Alexandria (que provocou um racionamento de energia de oito meses e tirou três pontos percentuais do PIB).
Nizan ganhou muito dinheiro com uma campanha publicitária em que o Farol dizia que o consumidor é que tinha provocado o apagão.
Um gênio.
Ou melhor, uns gênios !
Paulo Henrique Amorim
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