quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Em comício no MS, Lula ataca diretor da 'Folha de S. Paulo'
CAMPO GRANDE - Durante comício em Campo Grande (MS), na noite desta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou o publisher da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, por um episódio ocorrido em 2002, quando foi cobrado, em almoço no jornal paulista, por não falar inglês.
Em elevados decibéis, ao lado dos candidatos Dilma Rousseff e Zeca do PT, Lula criticou os que o viam como "cidadão de segunda classe ou verdadeiro vira-lata".
"Me lembro como se fosse hoje, quando eu estava almoçando com a Folha de São Paulo. O diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: "O senhor fala inglês? Como é que o senhor vai governar o Brasil se o senhor não fala inglês?"... E eu falei pra ele: alguém já perguntou se Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português!", alvejou. A plateia o interrompeu, com gritos e aplausos. "Era eu, o subalterno, o colonizado, que tinha que falar inglês, e não Bill Clinton o português!".
"Houve uma hora em que eu fiquei chateado e me levantei da mesa e falei: eu não vim aqui pra dar entrevista, eu vim aqui pra almoçar... Levantei, parei o almoço... E fui embora", prosseguiu. "Quando terminou o meu mandato, Zeca... terminei sem precisar ter almoçado com nenhum jornal! Nunca faltei com o respeito com a imprensa... E vocês sabem o que já fizeram comigo...", encerrou o presidente.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Muda o perfil do migrante no Brasil
Comunicado do Ipea traz dados sobre escolarização, mercado de trabalho e rendimento dos migrantes
Enquanto em 1995, os migrantes eram aproximadamente 4 milhões de pessoas (3% da população), em 2008, esse número caiu para 3,3 milhões (1,9% da população). Além da diminuição do fluxo migratório nesse período, também foram registradas mudanças no perfil do migrante.
É o que mostra o Comunicado do Ipea nº 61 – Migração Interna no Brasil, divulgado nesta terça-feira, dia 17. Segundo o estudo, grande parte da migração não se dá de regiões mais pobres para outras mais ricas. Mais de 60% dos migrantes estão no Nordeste e Sudeste, com valores próximos para imigrantes e emigrantes das duas regiões. Embora os maiores fluxos estejam entre essas duas regiões, quando se relacionam os fluxos à população residente, as regiões Norte (2,6%) e Centro Oeste (3,7%) apresentam as maiores proporções de migração.
Outro dado relevante aponta que os migrantes do Nordeste para o Sudeste já estão em melhor situação em termos de formalização do trabalho (40,9% de trabalhadores informais) que os próprios trabalhadores não migrantes da região Sudeste (taxa de 43,4%). Também é possível perceber que a porcentagem de indivíduos com 12 ou mais anos de escolaridade no Brasil é maior entre os migrantes (18,1%) que entre os não migrantes (13,8%).
O coordenador do Núcleo de Informações Sociais do Ipea, Herton Araújo, e o técnico de Planejamento e Pesquisa Frederico Barbosa destacou que, apesar de ainda existirem bolsões de migrantes que ganham baixos salários e têm baixa escolaridade, o salário médio dos brasileiros que migraram (R$1.204,93) é, em geral, maior que o dos não migrantes (R$968,61). Quanto ao número de horas trabalhadas, 41% dos migrantes ocupados trabalham mais de 45 horas semanais contra 34,2% dos não migrantes nessa situação.
Em relação aos aspectos demográficos, o Comunicado revela que, em 2008, 62,9% dos migrantes do Nordeste para o Sudeste eram jovens (18 a 29 anos), percentual maior que o encontrado entre os não migrantes do Nordeste (32,8%).
Enquanto em 1995, os migrantes eram aproximadamente 4 milhões de pessoas (3% da população), em 2008, esse número caiu para 3,3 milhões (1,9% da população). Além da diminuição do fluxo migratório nesse período, também foram registradas mudanças no perfil do migrante.
É o que mostra o Comunicado do Ipea nº 61 – Migração Interna no Brasil, divulgado nesta terça-feira, dia 17. Segundo o estudo, grande parte da migração não se dá de regiões mais pobres para outras mais ricas. Mais de 60% dos migrantes estão no Nordeste e Sudeste, com valores próximos para imigrantes e emigrantes das duas regiões. Embora os maiores fluxos estejam entre essas duas regiões, quando se relacionam os fluxos à população residente, as regiões Norte (2,6%) e Centro Oeste (3,7%) apresentam as maiores proporções de migração.
Outro dado relevante aponta que os migrantes do Nordeste para o Sudeste já estão em melhor situação em termos de formalização do trabalho (40,9% de trabalhadores informais) que os próprios trabalhadores não migrantes da região Sudeste (taxa de 43,4%). Também é possível perceber que a porcentagem de indivíduos com 12 ou mais anos de escolaridade no Brasil é maior entre os migrantes (18,1%) que entre os não migrantes (13,8%).
O coordenador do Núcleo de Informações Sociais do Ipea, Herton Araújo, e o técnico de Planejamento e Pesquisa Frederico Barbosa destacou que, apesar de ainda existirem bolsões de migrantes que ganham baixos salários e têm baixa escolaridade, o salário médio dos brasileiros que migraram (R$1.204,93) é, em geral, maior que o dos não migrantes (R$968,61). Quanto ao número de horas trabalhadas, 41% dos migrantes ocupados trabalham mais de 45 horas semanais contra 34,2% dos não migrantes nessa situação.
Em relação aos aspectos demográficos, o Comunicado revela que, em 2008, 62,9% dos migrantes do Nordeste para o Sudeste eram jovens (18 a 29 anos), percentual maior que o encontrado entre os não migrantes do Nordeste (32,8%).
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
China ultrapassa o Japão e torna-se segunda maior economia global
XANGAI - Depois de três décadas de crescimento espetacular, a China passou o Japão, tornando-se a segunda maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, divulgou na madrugada desta segunda-feira o jornal New York Times. O marco já era esperado há algum tempo, tanto que o Banco Central chinês já anunciara no dia 30 de julho que o país era a segunda maior economia do mundo, ficando só atrás dos EUA. Hoje a subida no ranking do gigante asiático foi confirmada pelo anúncio, em Tóquio, de que a economia japonesa teve expansão de 0,4% no segundo trimestre, ficando em US$ 1,28 trilhão, pouco abaixo do US$ 1,33 trilhão registrado pela China no mesmo período.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos ficou em torno de US$ 14 trilhões em 2009. O crescimento do Japão ficou abaixo do estimado pelo mercado. Segundo especialistas, o fato de desbancar o Japão -- depois de ter passado Alemanha, França e Reino Unido -- reforça o poder do crescimento chinês e as previsões de que a China ultrapasse os EUA, tornando-se a maior economia do mundo em 2030.
- Isso tem um significado muito forte. Confirma o que vem acontecendo há uma década: que a China vem eclipsando o Japão na área econômica. Para todos na região da China, o país agora é o maior parceiro comercial, em lugar de EUA e Japão - disse Nicholas R. Lardy, economista do Instituto Peterson para Economia Internacional, em Washington.
China supera Japão e é a 2ª maior economia do mundoPara o Japão, cuja economia está estagnada há mais de uma década, os dados refletem o declínio do poder econômico e político. Segundo o Banco Mundial, o Japão deteve o posto de segunda maior economia do mundo em boa parte dos últimos 40 anos. E, na década de 1980, falou-se inclusive que o país ultrapassaria os EUA.
Mas, enquanto a economia do Japão está madura e sua população vem envelhecendo rapidamente, a China tem problemas de urbanização e está longe de ser desenvolvida, dizem especialistas. A China tem mais ou menos o mesmo território que os EUA, mas abriga um quinto da população mundial e recursos insuficientes. Sua renda per capita está em torno de US$ 3.600, próxima de Argélia, El Salvador e Albânia, contra US$ 46 mil dos EUA.
- Eles (os chineses) exercem muita influência na economia global e estão se tornando dominantes na Ásia, disse Eswar S. Prasad, professor de política comercial em Cornell e ex-diretor do FMI para a China. - Muitas economias da região estão basicamente navegando na aba da China, o que é extraordinário para uma economia com uma renda per capta baixa - completou
Avaliar o que essa força recém-descoberta da China significa, porém, ainda é complicado. Se, considerando-se a renda per capita, o país é relativamente pobre, tem um governo autoritário capaz de tomar ações decisivas: estimular a economia, investir em infraestrutura e indústrias. Isso, diz Lardy, do Instituto Peteson, dá ao país um poder incomum: "A China já é o principal fator a determinar o preço de virtualmente todas as principais commodities."
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
"Brasil ficará mais dono da Petrobras", afirma Haroldo Lima
O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, defende que o governo saia “mais dono” da Petrobras após a capitalização da empresa e que o preço das reservas de petróleo que a União usará na operação seja o “mais alto” possível, porque é “bom para os brasileiros”.
Assinar:
Postagens (Atom)