quarta-feira, 26 de maio de 2010

Para Serra, governo da Bolívia é cúmplice do tráfico ( culpa a instituição!! )

Imagina o Serra no poder!! Seria uma crise diplomática por entrevista!




Tucano defende mudança na Constituição para governo combater o crime.
Para ele, até 90% da cocaína consumida no Brasil é importada do vizinho.

Do G1, em São Paulo*
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, concede entrevista à Rádio Globo na Glória, zona sul do Rio de JaneiroJosé Serra concedeu entrevista à Rádio Globo na
Glória, zona sul do Rio de Janeiro (Foto: Fábio
Motta/AE)
O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou que o governo boliviano é cúmplice das quadrilhas de traficantes locais, que enviam, segundo ele, 90% da cocaína produzida no país para ser consumida no Brasil. De acordo com Serra, é impossível que as autoridades bolivianas não saibam do envio desta quantidade da droga para o Brasil. As declarações de José Serra foram dadas durante entrevista ao programa "Se liga, Brasil", na Rádio Globo, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (26).
"A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Como se fala muito", ironizou o pré-candidato. "Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disto. Quem tem que enfrentar esta questão? O governo federal", declarou Serra.

Incidente
"Não temo um incidente diplomático. A melhor coisa diplomática para o governo da Bolívia é passar a combater ativamente a entrada da cocaína no Brasil", acrescentou. O presidente da Bolívia Evo Morales, é um dos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na América Latina.
Serra acredita que a polícia brasileira também poderia ser mais eficiente no combate ao ingresso da droga pela fronteira. Ele reiterou o compromisso de que, se eleito, atuar no combate à criminalidade e manteve a promessa de criar o Ministério da Segurança Pública. A pasta, segundo ele, teria entre suas incumbências o combater à entrada de drogas.
Se necessário, disse que vai alterar a Constituição para viabilizar a ação mais efetiva do governo federal na área da segurança pública. "Se necessário, a gente altera a Constituição. Eu acho (que seria fácil) porque para a família brasileira as duas coisas mais importantes são segurança e saúde. Não acredito que alguém se oponha a isso", afirmou, ao lembrar que atualmente o combate à violência é atribuição dos Estados.
Serra fez um corpo-a-corpo pelos bairros do Catete e Largo do Machado, na zona sul do Rio, onde cumprimentou populares, tomou suco de laranja em uma lanchonete e fez uma viagem de metrô até a Glória.

(*Com informações da Agência Estado e Reuters)

Le Monde: Brasil é o porta voz natural das economias emergentes



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visto durante a inauguração da quadra Jamelão, na vila olímpica da Mangueira, no Rio de Janeiro É Lula pra cá, Brasil pra lá! O mundo se agita com as declarações do presidente brasileiro e com as façanhas não somente futebolísticas de seus compatriotas.

Vimos Luiz Inácio Lula da Silva repreendendo a Alemanha por sua hesitação em salvar a Grécia, e oferecendo sua mediação no conflito entre Israel e Palestina.

Vimo-lo tentando, junto com os turcos, arrefecer a questão nuclear iraniana, e apoiar os argentinos em seu conflito contra os britânicos a respeito das Ilhas Malvinas e seu petróleo.

Mas “o homem mais popular do mundo”, segundo Barack Obama, não se apoia somente em seu carisma para falar em alto e bom som. Ele representa um Brasil em plena forma que, após uma depressão causada pela crise, segue de perto a China e a Índia em termos de crescimento.

A Petrobras, grupo petrolífero que é a empresa mais lucrativa da América Latina, a Vale, líder mundial do ferro, a Embraer, que poderá muito bem superar a Boeing e a Airbus em breve no setor de aviação, são apenas alguns dos orgulhos de uma economia industrial de primeira ordem.

No setor agrícola o crescimento é comparável, e valeu ao Brasil o título de “celeiro do mundo”. Soja, açúcar, etanol, café, frutas, algodão, frango, etc. fazem dele um concorrente temível para os produtores europeus.

Agora é o Brasil, representado de forma brilhante por seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que mais pressiona por uma conclusão das negociações da Rodada Doha. Em comparação, os Estados Unidos parecem presos em um protecionismo de outros tempos.

Menos temido que a China ou a Índia, de populações na casa dos bilhões, mais respeitado que uma Rússia dependente de suas matérias-primas, o Brasil é o verdadeiro porta-voz dessas economias emergentes que puxam o crescimento mundial. Com o eixo econômico do mundo se deslocando para o Sul, ele pode com razão exigir que aqueles que estão substituindo os países do Norte sejam mais bem representados nas instâncias internacionais, a começar pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem esquecer o Conselho de Segurança da ONU, no qual o Brasil almeja uma cadeira de membro permanente.

Porque “o século 21 será o século dos países que não tiveram sua chance”, e por ele acreditar estar “na metade de [sua] carreira política”, Lula, 65, poderá se candidatar ao secretariado geral da ONU em 2012. Ele também deverá lutar para melhorar o G20, cuja influência ele considera “muito pequena”.

Continuaremos a ouvir falar do ex-metalúrgico, amigo das favelas e dos investidores. Continuaremos a ouvir falar de um Brasil no despontar de seus “trinta anos gloriosos”.

Investimento público brasileiro bateu recorde em 2009 (Maior desde 1995)

RIO - A taxa de investimento do setor público brasileiro chegou a 4,38% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, o equivalente a R$ 137,4 bilhões, o maior patamar desde 1995, mostra estudo do Instituto Planejamento e Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No total, o país recebeu R$ 525,8 bilhões em investimentos no ano passado, o que corresponde a 16,7% do PIB.
De acordo com o estudo, apesar do PIB do país ter fechado 2009 com taxa negativa (-0,2%), a partir do segundo semestre do ano passado, a economia mostrou um dinamismo, que teve os investimentos governamentais como um dos seus pontos de sustentação.
Isso porque, destaca o Ipea, ao contrário de outros períodos de crise, o governo decidiu manter seus investimentos em patamares elevados. "Esse desempenho contrasta com a tradicional reação federal diante de crises internacionais - quando os cortes no orçamento federal eram tidos como instrumentos básicos de ajuste e os investimentos públicos considerados a rubrica prioritária para a compressão de despesas - e inaugura uma nova fase de postura fiscal anticíclica apoiada na defesa da produção e do emprego, radicalmente diferente de períodos anteriores" destaca o texto do Ipea.
O globo

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Criados Para Servir



Por Rick Warren
Deus formou cada criatura neste planeta com uma área específica de conhecimento. Como sabemos disso? Na Bíblia lemos: “Foram as Tuas mãos que me formaram e me fizeram...” (Jó 10.8).
Alguns animais correm. Outros saltam, nadam, escavam ou voam. Todos têm um papel particular a desempenhar com base na forma como foram moldados por Deus. O mesmo é verdade em relação aos humanos. Cada um de nós foi exclusivamente projetado ou “moldado” para realizar certas coisas.
Antes de projetar um edifício novo os arquitetos perguntam: “Qual será seu propósito? Como será utilizado?” A função determina a forma do edifício. A forma acompanha a função, como dizem. 
Antes que Deus criasse você, Ele decidiu que papel gostaria que desempenhasse na Terra. Ele planejou exatamente como queria que você O servisse e, então, o talhou para tais tarefas. Você é como é porque foi feito para um propósito específico, seja no ambiente de trabalho, em seu lar ou sua comunidade. 
A Bíblia também diz: “Porque somos criação (feitura) de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras” (Efésios 2.10). Em inglês, a palavra  poema deriva de um termo grego traduzido por “feitura”. Você é a obra de arte feita pelas mãos de Deus. Não é o resultado de uma linha de montagem, produzido em massa sem nenhum intento. Você é personalizado, obra de arte única e original.
Deus deliberadamente o moldou e o formou para servi-lo de maneira a tornar seu trabalho - e serviço em favor dos outros – exclusivo. Cuidadosamente Ele combinou os genes, a receita de DNA que o formou. Davi louvou a Deus por esta incrível atenção pessoal aos detalhes que Ele teve ao planejar cada um de nós: “Tu fizeste todas as partes delicadas e internas do meu corpo e entreteceste-me no ventre de minha mãe. Graças por fazer-me tão maravilhosamente complexo! Tua feitura é maravilhosa” (Salmos 139.13-14 – tradução livre).
Deus não apenas moldou você antes de seu nascimento, como também planejou cada dia de sua vida para dar suporte ao Seu processo de moldagem. Davi prossegue:“Cada dia de minha vida foi registrado no Teu livro. Cada momento foi descrito antes que um único dia se tivesse passado” (Salmos 139.16 – tradução livre).  Quer dizer que nada do que ocorre em sua vida é insignificante.
Deus usa tudo para moldar você a fim de ministrar a outros. Ele o molda para servi-lo. 
Deus jamais desperdiça coisa alguma. Ele não teria dado a você suas habilidades, interesses, talentos, dons, personalidade e experiência de vida se não tivesse a intenção de usá-los para Sua glória. Identificando e compreendendo estes fatores, você pode descobrir a vontade de Deus para sua vida. 
A Bíblia diz que você é “maravilhosamente complexo”. É a combinação de muitos fatores diferentes: “Este povo que formei para Mim, para que Me desse louvor” (Isaías 43.21). 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quem ganhou com a redução do IPI

De luiss NAssif! Em seu blog

De manhã, no carro, ouvi a apresentação do candidato José Serra no encontro de prefeitos, em Brasília. Criticou a redução do IPI, pelo governo federal, dizendo que deu esmolas com o chapéu alheio. Isso, devido ao fato dessa redução ter reduzido também os repasses para estados e municípios.
Poderia ser uma crítica justa, vinda de outro governador. Mas São Paulo foi o estado que mais se beneficiou dessa redução, em detrimento de todos os demais entes federativos.
Explico.
O setor mais beneficiado foi o automobilístico. Sâo Paulo tem a maior produção de autoveículos do país. Com a redução do IPI aumentaram as vendas em relação ao anteriormente previsto. Só que o estado de Sâo Paulo não reduziu o ICMS que ele ganha sobre a venda de automóveis. Sem a redução do ICMS (que afetaria apenas os estados produtores), todo o peso das medidas anti-cíclicas recaiu sobre o conjunto dos entes federativos.
Na ocasião, fiz algumas contas aqui estimando os ganhos que a esperteza de Serra permitiu para o estado de Sâo Paulo.

O jogo do eu-ganho-vocês-perdem com a crise

de 27/03/2009
Confira esses dados:
1. O programa de redução do IPI para a indústria automobilística permitiu ao estado de São Paulo um ganho de arrecadação de R$ 1,1 bi no terceiro trimestre – em relação às previsões de venda, caso a redução não tivesse sido implementada.
2. A perda de arrecadação, para o governo federal, foi de prováveis R$ 990 milhões.
3. Mesmo com esses ganhos adicionais, o estado de São Paulo decidiu cobrar a mais das concessionárias – e indevidamente – uma quantia que poderá chegar a R$ 455 milhões.
Ou seja, houve perda de arrecadação federal, para estimular a economia. Na outra ponta, o estado de São Paulo ganharia R$ 682 milhões graças ao incentivo federal. Não satisfeito, arrecadou R$ 455 milhões a mais, indevidamente, reduzindo o potencial de aumento de vendas do setor.
Com isso, o governador José Serra matou dois coelhos com uma só cajada: melhorou espertamente a arrecadação do estado; e ajudou a reduzir o impacto do plano para a recuperação da economia.
Entenda melhor esses números.
Há um mês o governador José Serra anunciou que estaria sendo preparado um pacote de incentivos à produção, para enfrentar a crise. Seis meses depois da crise iniciada, os planos ainda estavam em estudos.
Confira aqui as duas matérias do Valor.
Na primeira, mostra que a isenção de IPI, pelo governo federal, permitiu que a venda de veículos, no primeiro trimestre, supere a do mesmo período em 2008. O estado mais beneficiado será São Paulo, onde se localiza o maior parque automobilístico do país. Segundo estudos do próprio setor automobilístico, sem a isenção, provavelmente teria ocorrido uma queda de 25% na produção.
Qual a contribuição do estado para este esforço nacional? Contribuição negativa. Em vez de vir se somar aos esforços federais, Serra instituiu a chamada “substituição tributária” – pela qual a indústria paga na frente o ICMS. Com a crise, as revendedoras passaram a conceder descontos de até 10% no preço do veículo. Mas a Secretaria da Fazenda continuou cobrando sobre o preço cheio.
Vamos a algumas contas em cima das seguintes hipóteses:
1. A produção de veículos de São Paulo corresponde a 60% da produção nacional.
2. Vamos supor um preço médio de veículos de R$ 50 mil.
3. No primeiro trimestre, a produção nacional foi de 607 mil veículos; a de São Paulo, cerca de 364.200.
4. Segundo fontes da Anfavea, se não fosse a redução do IPI, as vendas poderiam ter sido 25% menores no trimestre.
5. Vamos pegar a redução média do IPI de 11% para 5%. O ICMS de São Paulo é de 25% sobre o preço de venda.
A partir daí, quais as conclusões:
1. São Paulo arrecadou R$ 4,5 bi com a venda de autoveículos no trimestre. Se não fossem os incentivos do IPI, a arrecadação teria sido de R$ 3,4 bi. Portanto, o incentivo federal permitiu um ganho de arrecadação de R$ 1,1 bi para São Paulo.
2. Ao manter o ICMS em 25%, incidindo sobre o preço cheio do carro, a Fazenda cobra indevidamente R$ 1.250,00 sobre cada carro de R$ 50 mil vendido com 10% de desconto. Em vez de pagar R$ 11.250,00, a concessionária paga R$ 12.500,00.
3. Com essa garfada, ao mesmo tempo em que anunciava estudos para medidas fiscais visando amenizar a crise, o estado de São Paulo cobrou indevidamente R$ 455 milhões a mais de impostos, ao não considerar os descontos concedidos. Ou seja, jogou contra o esforço nacional para enfrentar a crise.
Conta final:
1. Carro com todos os impostos: R$ 68.000
2. Com redução de IPI: R$ 65.000
3. Com desconto, mas com a garfada de São Paulo: R$ 60.000
4. Com desconto e sem a garfada de São PauloÇ R$ 58.750
5. Com desconto, sem garfada e se o ICMS caísse de 25% para 20%: R$ 56.500
Essa mesma postura está sendo adotada no plano habitacional. O governador José Serra recusou-se a receber recursos do plano pore razões eleitorais. E também alegando que seria exigido dos estados desoneração de ICMS sobre material de construção.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Austrália não aceitará mais cozinheiros e cabeleireiros estrangeiros (xenofobia?)

Sydney (Austrália), 17 mai (EFE).- O Governo australiano anunciou hoje reformas em sua política de imigração, que reduz para quase a metade sua lista de categorias de profissionais necessários e elimina desta cabeleireiros e cozinheiros.

A partir do próximo dia 1º de julho também não serão mais aceitos afinadores de piano, jornalistas, administradores de hotéis ou decoradores de interiores.

Cerca de 12% dos estrangeiros que obtiveram no ano passado um visto para viver na Austrália o fizeram após terem aprendido o ofício de cabeleireiro ou cozinheiro.

O ministro de Imigração australiano, Chris Evans, assegurou que a nova prioridade são formados universitários nos setores de informática, mineração e saúde, onde profissionais capacitados de outros países são mais requisitados.

A reforma afetará às mais de mil escolas privadas de formação profissional que até agora educavam milhares de estudantes, que obtinham um visto para trabalharem 20 horas por semana.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

56,3% dos municípios adotam incentivos fiscais para atrair empreendimentos

Em 2009, 3.134 municípios (56,3%) adotavam mecanismos de incentivos à implantação de empreendimentos, 59,5% deles estavam nas regiões Sul e Sudeste. Mesmo incentivando a implantação de empreendimentos, 23,5% desses municípios restringiam à implantação de empreendimento prejudiciais ao meio ambiente.


ibge

Lula goza Serra: agora ele quer baixar os juros que não baixou no Governo

Tucanos já acionaram o Ministério Público para garantir a privatização da empresa


Em 2007, indignados pelo fato de a Petrobras ter adquirido a totalidade das ações ordinárias e preferenciais detidas pelos controladores da Suzano Holding no capital da Suzano Petroquímica, os correligionários de José Serra – aqueles mesmos que queriam desmontar a Petrobras osso por osso – ingressaram com uma curiosa representação contra a petroleira: queriam melar o negócio por considerá-lo uma “ofensa ao Programa Nacional de Desestatização”.
Coube ao então deputado federal Paulo Renato Souza, atual Secretário de Educação do governo paulista (unha e carne com Serra), endereçar a patacoada jurídica ao Procurador-Geral do MP junto ao Tribunal de Contas da União

Ex-presidente da Telebrás chama privatização de FHC e Serra de “privataria”


Em despedida, Motta ataca “privataria” nas telecomunicações
quarta-feira, 12 de maio de 2010, 20h28
A renovação da presidência da Telebrás, realizada nesta quarta-feira, 12, rendeu também um dos desabafos mais contundentes contra a privatização vindo de uma fonte inesperada, dada as circunstâncias. O protesto contra o modelo atual das telecomunicações é de autoria de Jorge da Motta e Silva, ex-presidente da estatal, destituído na manhã de hoje para dar lugar a Rogério Santanna. Em artigo intitulado “Delação premiada”, Motta ataca a privatização, põe em dúvida os avanços obtidos pela iniciativa privada e elogia a iniciativa do governo federal de revitalizar a Telebrás e de lançar o Plano Nacional de Banda Larga.
O ex-presidente inicia seu desabafo dizendo que ficou “cinco anos, cinco meses e cinco dias” em silêncio “sobre as críticas infundadas que a mídia nacional publicou e ainda publica contra a Telebrás”, mas que, agora, fora da estatal, decidiu dar esse “grito sufocado por tanto tempo, para repor o verdadeiro papel que teve a empresa ao longo desses 38 anos de existência”. Para Motta, os grandes avanços obtidos nas comunicações brasileiras se deram durante o período de operação plena da Telebrás. E ataca duramente os idealizadores do modelo de privatização, implantado em 1997.
“Mas eis que surgem novamente, com as garras aguçadas, os cavaleiros do apocalipse. Os ‘gênios’ que criaram o atual modelo das telecomunicações, que um brilhante jornalista classifica de privataria. Não a privatização em si, mas o formato”, provoca o ex-presidente. “Quem não se lembra da célebre frase ‘estamos no limite da irresponsabilidade’, em conversa gravada entre o então presidente do BNDES e um diretor do Fundo Previ (naquela época já se grampeavam as conversas telefônicas)?”, ironiza logo depois.
Para o ex-presidente da Telebrás, os “arautos do modelo da privatização” hoje defendem que o governo continue incentivando as empresas “para levar aos brasileiros o que já deveriam ter feito ao longo desses 12 anos de gordas tarifas e perdão de obrigações assumidas nos contratos de concessão que não cumpriram”. Frisa ainda a própria distribuição dos ativos da Telebrás, no valor de R$ 31 bilhões, e as compensações fiscais concedidas às concessionárias na ordem de R$ 8 bilhões. “Agora querem também ditar as políticas públicas de telecomunicações”, ataca.
Motta elogia então a iniciativa do governo de revitalizar a Telebrás e de criar o PNBL, entendendo que a iniciativa servirá para corrigir distorções no setor, assegurando que a população tenha acesso aos serviços a preços compatíveis com sua capacidade de pagamento. “Começa agora um novo tempo com o Programa Nacional de Banda Larga. A palavra-chave é concorrência. Não ao monopólio privado. Essa, a minha delação. O prêmio é a volta da Telebrás”, finaliza o ex-presidente da estatal.
Na troca de comando da empresa, realizada na manhã de hoje, Motta aproveitou a situação para citar o seu artigo e dizer que não irá para a iniciativa privada. Os ex-dirigente da Telebrás, no entanto, não revelou seus planos profissionais.
fonte teletime

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Brasil e Índia vão à OMC contra apreensão de genéricos


ndia e Brasil recorreram na quarta-feira à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia e a Holanda por causa da apreensão de cargas de medicamentos genéricos. O pedido de consultas, primeiro passo de um processo formal na OMC, contrapõe os direitos de propriedade intelectual dos laboratórios ao acesso das populações de países pobres a medicamentos.

Os direitos de propriedade e patentes é uma aberração do ponto de vista social, pois impede o acesso da população de baixa renda aos medicamentos. Os genéricos, com preços menores e efeitos equivalentes aos remédios mais caros do gênero, vieram para contornar este problema, colocando em primeiro plano as necessidades do povo em relação à saúde e não os lucros das multinacionais farmacêuticas. O desenvolvimento científico, espeialmente na área de saúde, deve servir aos interesses do ser humano e não das grandes empresas, que produzem exclusivamente visando maximizar os lucros.

União Europeia


A UE alega que apenas estava se precavendo da existência de medicamentos falsificados, sem a intenção de impedir a produção ou comercialização de medicamentos genéricos para quem deles necessita. O bloco europeu esperava obter uma solução negociada para a disputa.
O caso começou com a apreensão pela alfândega holandesa, em dezembro de 2008, de uma carga de medicamentos contra a hipertensão, que passava pelo país no seu caminho da Índia para o Brasil.

A Reuters teve acesso a uma carta em que o embaixador indiano na OMC, Ujal Singh Bhatia, dizia à missão da UE na entidade que a alfândega holandesa apreendeu pelo menos 19 cargas de genéricos em 2008 e 2009, sendo que 16 tinham origem na própria Holanda.

Saúde pública
"A Índia considera ainda que as medidas em questão também têm um sério impacto adverso sobre a capacidade dos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos da OMC protegerem a saúde pública e fornecerem acesso universal a medicamentos", disse ele.

UE e Índia pretendem definir um acordo de livre comércio neste ano, e os europeus também retomaram as negociações sobre um acordo comercial com o Mercosul, integrado pelo Brasil.

Da redação, com informações da Reuters

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pq? Revitalizar a Telebrás?


Paulo Henrique Amorin
No programa “Record News Atualidade” que vai ao ar às 22H desta terça-feira, na Record News, entrevistei Rogério Santanna, que, como Secretário de Logística do Ministério do Planejamento, criou o Plano Nacional da Banda Larga, o PNBL.

Durante o programa, ele disse que aceitou o convite para ser presidente da Telebrás.
Veja trechos da entrevista (não são literais):

- A banda larga brasileira é cara, lenta e localizada.
- Concentra-se nas classes A e B e ignorou a classe C.
- E ignorou o Nordeste.
- Aumenta o consumo de tudo no Nordeste.
- Menos de banda larga.
- O Brasil dispõe de uma rede paralela à das empresas privadas, que é a infra-estrutura de Eletronet (*), da Eletrobrás e da Petrobrás.
- A partir dessa rede, a Telebrás poderá entregar, em 2014, banda larga a 4.278 municípios.
- Hoje, as telefônicas privadas dizem que só estão interessadas em concorrer em 148 municípios.
- E outros quatro mil ficariam condenados à desconexão eterna.
- As telefônica privadas cobram, hoje, em média, segundo o IPEA, R$ 96 mensais pela banda larga.
- O PNBL quer uma banda larga a R$ 30 – R$ 35 mensais.
- Em 2014, 40 milhões de famílias poderão receber essa banda larga a R$ 35.
- 40 milhões de lares é uma penetração parecida com a do Japão.
- O PNBL vai começar pelo Sudeste e pelo Nordeste.
- As telefônicas privadas não querem sair do bem-bom do monopólio em que vivem hoje – em 10 anos de privatização não foram capazes de uma única inovação.
- A banda larga vai exigir inovação e concorrência.
- A telefonia privada não tem infra-estrutura para chegar ao país inteiro.
- Nem quer.
- Ela só quer ir aonde vá ganhar dinheiro, garantido.
- O negócio da telefonia privada é ficar na telefonia fixa: quanto mais tempo e para mais longe, mais cara a ligação.
- Com a banda larga, o negocio é diferente: quanto maior a capacidade, mais caro fica.
- No Japão, o serviço de voz, ou seja, a telefonia fixa, é 30% do negócio das telefônicas.
- No Brasil, 80%.
- É isso o que as telefônicas privadas querem preservar.
- A Telebrás tem cerca de 226 empregados e não deve ter uma folha maior do que essa.
- O trabalho da Telebrás será feito, principalmente, com o desenho de software – ela não precisa de maquinas ou escavadeiras.
- Seu papel será montar um sistema com provedores e subcontratados, e fazer com que a banda larga chegue até a casa do cliente (ou à “extra mile”, no jargão de telefonia).
- A Telebrás vai exigir que a velocidade da banda larga no Brasil aumente 10% ao ano.
- O Governo não aceitou a proposta da BrOi de tomar conta de toda a banda larga, porque segundo Santanna, a BrOi cobrou muito caro.
A BrOi queria fazer por R$ 27 bilhões – o tamanho da divida dela – o que o Governo pretende fazer, com a Telebrás, por R$ 3 bilhões, em dez anos.
- E, além do mais, diz Santanna, a proposta da BrOi reforçaria seu monopólio.
(Ou seja, o Governo Lula parece ter dito à BrOi – “acabou a sopa, vire-se” – PHA)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Lula entrega em Suape 1° navio que o Brasil produz em 13 anos


Como se sabe, FHC fez naufragar a indústria naval brasileira.
Pouco antes de ganhar em 2002, Lula prometeu que cancelaria um compra da Petrobrás em um estaleiro asiático.
Ganhou, cancelou e remontou a indústria naval brasileira.

Leia abaixo matéria publicada no Blog do Planalto:

Transpetro lança navio ao mar nesta sexta-feira

A Transpetro, subsidiária da Petrobras para transporte e logística, lança nesta sexta-feira (7/5), em Pernambuco, o primeiro navio do Programa de Modernização da Frota (Promef). A embarcação, do tipo Suezmax, tem 274 metros de comprimento e capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo.
Este é o primeiro navio petroleiro construído no Brasil a ser entregue ao Sistema Petrobras em mais de 13 anos, período em que a indústria naval brasileira praticamente desapareceu dos radares, após ser a segunda maior fabricante mundial nos anos 1970. A partir do Promef, um dos principais projetos estruturantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), os estaleiros nacionais se modernizaram e novas unidades de produção, como o Atlântico Sul, surgiram no País. Hoje, o Brasil já possui a quarta maior carteira de navios petroleiros do mundo.
“O lançamento ao mar do primeiro navio do Promef é um fato histórico. Atravessamos uma verdadeira epopéia para chegarmos a esse ponto. Quando iniciamos o programa, a desconfiança era enorme. Mas este ano, com os primeiros navios sendo lançados, veremos a prova real do acerto e da força do Promef, que entra agora em uma nova etapa, inclusive porque já estamos trabalhando para lançar a sua terceira fase”, afirma o presidente da Transpetro, Sergio Machado.
O Promef já gerou 15 mil empregos diretos. Este número chegará a 40 mil. Em suas duas primeiras fases, o programa prevê a construção de 49 navios no Brasil, dos quais, 46 foram licitados e 33 já contratados. Os três últimos estão fase final de licitação. Em junho, será lançado ao mar o segundo navio do programa, desta vez no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ).

PHA - Paulo Henrique Amorin!