Assim que o Rio venceu a disputa para ser a sede da Olimpiada de 2016, a Globo e o PiG (*) tentaram desmerecê-lo.
Aproveitarem-se da queda de um helicóptero da Polícia por traficantes para demonstrar que a vitória do Presidente Lula em Copenhague era ilusória e desmerecida.
Lula celebrou, ali, a promoção do Brasil a uma nova forma de cidadania: o respeito internacional e a reafirmação da auto-estima.
Além disso, a vitória do Rio significou um elemento a mais na política de um inevitável deslocamento do poder econômico e político para fora de Sao Paulo.
Lula entendeu a questão federativa e, nela, o papel da Olimpíada no Rio.
O PiG também entendeu.
Além de militar na batalha diária para derrubar Lula.
Por isso, desqualificou a vitória do Rio.
Aqui no Canada, li no Globe and Mail (um jornal que, mesmo sem ser impresso, é melhor do que todos os do PiG(*) do Brasil) o entusiasmo com que o pais celebrou 14 medalhas de ouro – um record em Olimpíadas de inverno – e, mais do que isso, a vitória espetacular de 3 a 2 contra os EUA, na prorrogação, no hockey masculino, o esporte nacional.
Além do mais, com o gol da vitória do queridinho do pais, o Sidney Crosby.
O Globe diz que, depois da Olimpíada, o Canadá ficou maior, mais unido e mais respeitado.
Que a Olimpíada é a consagracao internacional do Canadá, um país cuja renda per capita é dez vezes maior do que a brasileira, onde não há analfabetismo e algumas das melhores universidades do mundo.
Hoje, terça-feira, no Wall Street Journal, na página A19, leio que o presidente da Russia, Demitry Mededev está uma fera porque a Russia só conseguiu três medalhas de outro e vai ser a sede das proximas Olipiadas de Inverno, na cidade de Sochi.
Mededev sugirou que os dirigentes do esporte olímpico russo peçam demissão ou ele próprio os demitirá.
Ele foi para a televisão em rede nacional anunciar as providencias que vão, segundo ele, recuperar o orgulho da Russia como campeã olímpica.
E o PiG acha que as Olimpíadas no Rio foram um lamentável equivoco.
Não tem nenhuma importancia.
Que quem merecia a Olimpíada era Madrid, hoje capital de uma economia falida.
Paulo Henrique Amorim
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